A alta frequência de trocas no comando dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro repercutiu internacionalmente e virou alvo de críticas da imprensa europeia nesta quarta-feira.
Crítica da imprensa internacional
Em uma publicação recente, o jornal espanhol AS analisou o cenário do torneio nacional e resumiu a situação da Série A com a frase “A máquina de triturar continua”.
— O Brasileirão é o campeonato de mais alto nível da América do Sul, disso não há dúvida. E as exigências, dada a enorme competitividade, afetam cada uma das 20 equipes, que lutam para alcançar vagas em competições continentais e evitar o rebaixamento, que pode afetar boa parte delas — destaca o portal.
Impacto das demissões na temporada
A repercussão internacional ganhou força logo após o Coritiba anunciar a saída do técnico Fernando Seabra, dispensado após o revés sofrido diante do Grêmio.
Com essa alteração na comissão técnica, a elite do futebol nacional chegou a marca de 20 treinadores desligados ao longo de 2026, patamar atingido antes mesmo do encerramento do mês de outubro. O primeiro profissional a deixar o cargo na temporada havia sido Jorge Sampaoli, demitido pelo Atlético-MG no mês de fevereiro.
Falta de paciência dos dirigentes
Conforme apontado pelo periódico da Espanha, a situação reflete diretamente a pressão por desempenho e o comportamento dos dirigentes no país.
— Essa ânsia por resultados e a completa falta de paciência da direção dos clubes levaram a 20 demissões de treinadores na Série A antes do final de outubro — aponta o veículo.
A relação de profissionais desligados inclui diversos nomes de destaque nacional e internacional, a exemplo de Fernando Diniz, Filipe Luís, Hernán Crespo, Tite, Vojvoda, Martín Anselmi, Dorival Júnior, Renato Gaúcho, Luis Zubeldía e Luis Castro. Para o jornal, essa rotatividade é fruto da intensa pressão competitiva em um campeonato onde quase todos os participantes mantêm metas importantes na reta decisiva.








