A senadora Tereza Cristina (PP-MS) anunciou nesta quinta-feira (5) que pretende se encontrar com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para discutir a disputa pela presidência do Senado, enquanto ele cumpre prisão domiciliar em Brasília.
Visita planejada ao ex-presidente
Durante um jantar de gala da Câmara de Comércio França-Brasil, realizado no hotel Rosewood em São Paulo, Tereza revelou que já havia solicitado a oportunidade de visitar Bolsonaro anteriormente. A senadora pretende levá-lo a compreender melhor a situação atual da disputa pelo comando do Senado. “Olha, eu sou amiga do presidente Bolsonaro, fui ministra dele. Eu já tinha pedido algumas vezes para visitá-lo e, agora, ele pedindo e acatando aquele meu pedido anterior, eu acho ótimo”, declarou.
Possibilidade de unificação das candidaturas
A senadora foi questionada sobre a possibilidade de abrir mão de sua candidatura caso Bolsonaro solicitasse apoio a Rogério Marinho (PL-RN). Ela não se comprometeu e destacou que não sabe se esse pedido será feito. “Eu não sei se o presidente me pediria isso, mas é claro que eu e o Rogério Marinho temos conversado desde o início”, disse Tereza, enfatizando que ambos têm uma estratégia para conquistar o Senado.
Colaboração entre os candidatos
Além disso, Tereza Cristina afirmou que não pretende enfrentar Marinho diretamente na eleição. Os dois concordaram em discutir, mais próximo da votação, quem representará a oposição. “Ele disse, no lançamento da candidatura dele: ‘Eu não enfrentarei a Tereza’. E eu vou dizer aqui: eu não enfrentarei o Rogério Marinho”, afirmou a senadora, destacando a importância de agir com responsabilidade nas pautas que defendem.
Tereza Cristina é uma das candidatas à presidência do Senado para o biênio que se inicia em fevereiro de 2027. Ela busca apoio para desafiar o atual presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que busca reeleição. A disputa também envolve Rogério Marinho, que teve sua candidatura oficializada pelo PL na última quarta-feira (4). A votação está agendada para 1º de fevereiro de 2027, onde os senadores escolherão, por voto secreto, o novo presidente da Casa, sendo necessária a obtenção de pelo menos 41 votos para a vitória.
Em meio a essa articulação, a defesa de Jair Bolsonaro solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para que ele receba Tereza Cristina e Rogério Marinho em sua residência, onde está em prisão domiciliar. Este pedido ocorre em um contexto em que ambos buscam apoio da direita para a eleição interna do Senado.








